O VERÃO! Muitos O verão?

Finalmente o verão chegou.  Alguns até duvidaram que viesse. Outros adoeceram antes que chegasse. Quem viver verá(!) se este verão terá muito o que mostrar ou veio apenas nos enganar vindo rapidamente a retornar. Uma coisa que soma com verão é uma viagem. Coisa boa é viajar. Lembro de quantas vezes minha esposa, eu, Beatrice e André, nossos filhos, e sempre um convidado deles saiamos da cidade.  Às vezes com destino certo, às vezes só com a direção escolhida. Sempre uma aventura, porque nunca tivemos um carro novinho em folha e, neste caso, uma porção a mais de fé é demandado.

Jesus gostava também de viajar. Ele fez uma viagem calculada; uma eternidade antes Ele sabia que viria. Milênios antes O Pai compartilha com os que o receberiam em seu destino.  Apesar deste planejamento antecipado, “veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam” (Jo.1.12a) Durante 33 anos ele cumpriu a agenda, apesar da má vontade dos cidadãos dos lugares onde Ele passou.  Sentia saudade do Pai e resolvia isso em oração; chorou muitas vezes pelos lugares horríveis que teve que visitar – não lugares físicos, mas corações endurecidos. Estava na agenda. Muitos invernos e muitos verões. Muitos que o viram, não o verão mais. Muitos que não o viram, o verão pois ele disse a Tomé: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.  (João 20:29).

Jesus não precisava esperar o verão para fazer o que Ele mais gostava de fazer:  viajar para abençoar as pessoas. Amo sua visita a Samaria! E como nós gostamos de viajar para onde há água no verão, Ele viajou para estar à beira de um poço. Histórico. Abençoador. Mas limitado. A grande função daquele poço era esperar e apontar para a Fonte de águas transformadoras.  Ali Jesus oferece a água viva. “Quem beber da água que eu lhe der jamais terá sede”.  Como nós, os discípulos esperavam o verão para algumas coisas interessantes, algumas coisas que gostamos muito de fazer. Ele lhes disse: “Não dizeis vós: ‘Ainda há quatro meses até a colheita?’ Eu, porém, vos afirmo: erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita”. (Jo 4.35). O que eu gosto de fazer é abençoar as pessoas. Fazer a vontade de Meu pai é a comida que gosto de comer.

Sua última viagem foi curta, bem calculada, passando por lugares estratégicos, por onde já havia passado na infância, mas sabia que esta seria a última viagem. Ele vai a Jerusalém para morrer por nós. Para sofrer seu inverno mais radical. Para que não nos faltasse verão e soubéssemos viver nossos invernos.  Para que nós pudéssemos ser contados entre aqueles que o verão face a face, e serão como Ele é. (1Cor.13.12). Saindo ao sol temos duas opções: vamos nos queimar, ou vamos brilhar. Como a lua, que não tem luz própria, mas recebe do sol para oferecer ao universo em sua volta. Brilhe neste verão!

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