AMADURECER RUMO À FIDELIDADE

(Sl.89.1)

Poderia também dizer: Ser fiel rumo à maturidade, afinal, a fidelidade é uma das características da maturidade. Uma pessoa infiel é imatura. Uma pessoa imatura, não sustenta sua palavra, não apenas pela infidelidade em si, mas pelo preço que tem a pagar na fidelidade. Infidelidade rima com imaturidade.

A palavra nos diz que nosso Deus é fiel. Ele não é “tão” fiel. Muito fiel. Ele é fiel. Simplesmente. Paulo explana isto a seu discípulo Timóteo:

“Se perseverarmos, com Ele igualmente reinaremos; se o negarmos, Ele também nos negará; mas se somos infiéis, Ele, entretanto, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. (2Tm.2.12.13)

Fidelidade em Deus não é uma reação a uma atitude nossa. Deus é fiel por que é quem Ele é:  Deus. Justiça, amor, verdade. É desta fonte triúna que a fidelidade deriva. Fiel por amor, fiel por é justo, fiel por que é verdadeiro.

Um casamento na iminência de acabar, gera a pergunta: houve infidelidade? Eu responderia: sim. Sempre há infidelidade quando um casamento termina. Mesmo não havendo a presença de uma terceira pessoa, alguém foi infiel ao amor que já sentiu um dia, à justiça e à verdade que um dia foi declarada. A fidelidade é maior que o casamento. Ela não cresce para fora, mas para dentro. Ela se aprofunda, mesmo que o fruto da fidelidade se manifeste publicamente. Oséias é exemplo deste tipo de fidelidade.

Deus se apresenta a Moisés, entrega-lhe as tábuas da lei. Uma carta de amor ao seu povo. E Ele assina a carta em Ex. 34.6 declarando sua fidelidade: “Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade; que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos, pelo pecado de seus pais, até a terceira e quarta gerações”. Josafá, nomeando juízes para Judá em tempo de avivamento coloca para eles as seguintes características básicas a desenvolver: “vocês devem servir com fidelidade e com coração íntegro, no temor do Senhor”. (2cr. 19.9) façam assim e vocês não pecarão (10b).

Jesus mostra que a fidelidade deve ser estimulada e desenvolvida. Na parábola dos talentos, quem recebeu mais, não foi pela fidelidade, mas pela capacidade de negociar. Ser fiel, era o desafio de cada um deles. Os dois primeiros poderiam ser bons multiplicadores e não serem fiéis, mas eles fizeram as duas coisas. O terceiro, com uma falsa fidelidade, escondeu o único talento. “Não sou bom de vendas, mas sou fiel. Não vou ficar ai tirando onda, mas não vou perder o que ele me deu” ele pode ter dito ou pensado. Mentira. Imaturidade. Ele deveria fazer um curso de vendas. Fazer um tratamento,  parar de esconder o medo e multiplicar o talento que lhe fora confiado. Jesus o chama de infiel.

Neste contexto, oramos por maturidade. Se oramos por maturidade, oramos por fidelidade. Se oramos por fidelidade, oramos por coragem de manter nossa palavra, nosso compromisso, nosso alvo, qualquer que seja o preço. Assim Deus nos abençoará!

0 Comments

leave a comment