GRATIDÃO E FAMÍLIA

Noutro dia falei com uma mulher que tem saúde, marido, filhos, documentos no país que escolheu para viver, estuda e trabalha sem aperto financeiro. Ela me pergunta como encontrar prazer na vida, uma vez que o único prazer dela é comer. Fiquei imaginando quando de gratidão falta em nós. Gratidão e responsabilidade. Não estou falando de uma situação de enfermidade, mas de escolhas em relação a este equilíbrio na vida.

Quem tem dois filhos tem motivos de sobra tanto para a gratidão tanto para responsabilidade. Quem tem filhos e tem o cônjuge, tem obrigação de ser feliz para segurança e modelo para eles. Vejo que falta maturidade e como criança, tudo o que vem de responsabilidade será visto como castigo e não prazer.

C.S. Lewis conta de um convite para um almoço para o qual ele ia rejeitar, mas um dos filhos da casa lhe sussurra nos ouvidos: “pelo amor de Deus, fique para o almoço, se eles te convidarem. É um pouco menos assustador quando temos visitas”. E à noite ele teve que ouvir o sermão do pregador, no qual o tema era a família. Ele, como os filhos daquele casal, teve dificuldades de escutar.

Na mesa o pai se irrita quando os filhos emitem opinião, a mãe se faz de vítima, a filha agi com ironia e o pai e o filho, ignorando um ao outro solenemente, começam a falar com o autor. Ele faz uma observação interessante sobre isso: a caridade começa em casa, a ausência dela também. Ele nos dá dicas:

Parem de contar mentiras sobre a vida no lar. Sejam verdadeiros e busquem a Deus em suas dificuldades. Desde a queda o lar e todas as instituições humanas têm dificuldade de seguirem caminho reto e santo. Precisamos de redenção. Nosso lar precisa se redimir sempre.   

“A avidez por ser amado é algo temeroso. Alguns daqueles que dizem (quase com orgulho) que vivem só pelo amor acabam vivendo em incessante ressentimento”, ele diz, porque exige do outro o tempo todo uma relação adoecida como a sua.

Erroneamente achamos que o lar é o lugar onde “podemos ser nós mesmos” menosprezando o que é indispensável às relações sociais: Educação. O que distingue a conversa doméstica da conversa pública é com frequência a grosseria. Caso praticassem em outros lugares, o único comportamento que agora  consideram natural, eles simplesmente destroçados. Nunca será lícito simplesmente “ser nos mesmos” até que “nos mesmos” nos tornemos à imagem do filho de Deus. Concluo reafirmando que o trilho gratidão e responsabilidade devem guiar a família até seu destino. Sejam felizes no trajeto!

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